Vanguart ressurge com “Estação Liberdade”, álbum que celebra reconstrução e amadurecimento
- Pedro Freitas
- 23 de out. de 2025
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Após um período de pausa e as incertezas trazidas pela pandemia, o Vanguart retorna à cena com “Estação Liberdade” (Deck), novo álbum de estúdio que marca um ciclo de reconstrução e renascimento para a banda. Inspirado na filosofia japonesa do kintsugi técnica que valoriza as cicatrizes ao reparar cerâmicas quebradas com ouro, o disco reflete uma formação mais consciente, coesa e fortalecida por duas décadas de trajetória.

Com 20 anos de estrada, Helio Flanders e Reginaldo Lincoln assinam um repertório que evidencia a maturidade conquistada ao longo do tempo. As composições transitam entre o lirismo e a observação do cotidiano, abordando temas como partidas, reencontros, sonhos e a beleza contida na finitude. A faixa-título, “Estação Liberdade”, abre o álbum com o verso “O nosso amor vai surpreender o fim”, que sintetiza o espírito da obra, uma mensagem que fala tanto de relações humanas quanto da própria caminhada do grupo.
Entre os destaques, “Luna Madre de La Selva” resgata a latinidade cuiabana presente nos primeiros trabalhos do Vanguart; “O Mais Sincero” revisita o apelo pop dos grandes sucessos; enquanto “Rodo o Mundo Todo no Meu Quarto”, com arranjos de madeiras e sopros assinados por Alberto Continentino, traz leveza e ludicidade. Já “Pedaços de Vida” representa o ponto mais introspectivo e denso do disco.
Mais do que um novo lançamento, “Estação Liberdade” se afirma como um retrato de superação. O Vanguart retoma sua jornada com serenidade e intensidade, transformando as rachaduras do tempo em arte e reafirmando seu lugar entre as bandas mais sensíveis e consistentes da música brasileira contemporânea.





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