Oswaldo Montenegro celebra 70 anos com a remontagem de “A Dança dos Signos” no Tokio Marine Hall
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Neste sábado (14), o palco do Tokio Marine Hall recebe um dos nomes mais singulares da música brasileira. O cantor, compositor e dramaturgo Oswaldo Montenegro apresenta, às 22h, o espetáculo “A Dança dos Signos”, obra que marcou época nos anos 1980 e retorna aos palcos em 2026 em uma turnê comemorativa que celebra os 70 anos de vida do artista.

Considerado um fenômeno de público desde sua estreia, “A Dança dos Signos” atravessou décadas conquistando plateias com uma mistura delicada de música, poesia e narrativa teatral. Difícil explicar exatamente o que faz o espetáculo tocar tantas pessoas: talvez a força das canções, os textos que dialogam diretamente com as emoções do público, ou ainda a combinação de sensibilidade, humor e reflexões sobre a natureza humana. Seja qual for o segredo, o resultado é uma experiência artística rara — e que agora ganha nova vida.
A apresentação começa de forma intimista, com Montenegro interpretando a clássica A Lista. Antes de mergulhar no espetáculo principal, o artista conversa com a plateia, compartilha histórias e atende pedidos do público, em um momento de proximidade que reforça seu perfil de menestrel contemporâneo. Em seguida, dá início à jornada de “A Dança dos Signos”, conduzindo o público por um universo onde poesia, música e reflexão caminham lado a lado.
No palco, Montenegro se apresenta ao lado de sua parceira histórica, a flautista Madalena Salles, cuja cumplicidade artística atravessa décadas. A dupla divide a cena com o multi-instrumentista Alexandre Meu Rei e a violoncelista Janaína Salles, formando um conjunto que alterna momentos de delicadeza musical com esquetes bem-humoradas e textos carregados de lirismo.
A nova montagem ganha ainda um caráter multimídia. Um grande painel de LED acompanha a performance com participações virtuais, jogos de sombras e coreografias que dialogam diretamente com os músicos em cena. O resultado é um espetáculo visualmente dinâmico, que amplia a experiência sensorial sem perder a essência poética que consagrou a obra.
Inspirado na astrologia, “A Dança dos Signos” retrata diferentes perfis humanos a partir dos signos do zodíaco. Mais do que uma leitura astrológica, porém, o espetáculo propõe uma reflexão poética sobre diversidade e convivência. Na metáfora do zodíaco, Montenegro constrói um painel humano em que diferenças se encontram e convivem, celebrando a pluralidade de emoções, comportamentos e histórias.
Com concepção, texto, música e direção assinados pelo próprio artista, a produção reúne mais de cinquenta profissionais. A direção de fotografia, edição e colorização é de Ian Ruas, enquanto a direção de arte, figurinos e adereços ficam a cargo de Teca Fichinski. A produção é de Oswaldo Montenegro e Kamila Pistori, com assistência de direção artística de Madalena Salles.
Aos 70 anos, Montenegro reafirma sua capacidade de se reinventar sem perder a essência que o tornou um dos artistas mais singulares da música brasileira. Com poesia afiada, histórias envolventes e uma presença de palco que mistura humor e sensibilidade, “A Dança dos Signos” retorna como uma celebração de carreira — e também como um convite para que o público mergulhe em um espetáculo onde emoção e arte caminham lado a lado.




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